quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Dilma, o Ego, a Auto-Afirmação e o pobre Português.

O blog Radar Online (sim, da revista Veja, e azar o seu se tu não lê) trás no dia de hoje uma surpreendente notícia.

Está em discussão na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara um Projeto de Lei que torna obrigatória a flexão de gênero para "nomear profissões pou graus de diploma". Ou seja, assassinar o português usando o termo "Presidenta" será obrigatório.

E tudo porque? Porque nossa gloriosa "Presidenta" quer afagar seu próprio ego e o ego das mulheres. Chega à ser acintoso que além de propôr uma Lei grotesca destas, nossos deputados e senadores percam tempo com mesquinharias tão grandes quanto esta. O projeto é da ex-Senadora Serys Slhessarenko, do PT do Mato Grosso.

Adivinhem quem será o relator? Sim, senhores, ele mesmo, Paulo Maluf.

Como no caso da reforma ortográfica, este blogueiro continuará usando da desobediência civil, escrevendo CORRETAMENTE, independente do que diga a lei.

Os 13 anos de Corinthians 0x2 Grêmio

Completaram 13 anos, dia 21 de novembro, de uma das partidas mais épicas que o futebol brasileiro e mundial já viu.

Após uma das arrancadas mais espetaculares da história, saindo da última posição, para uma épica classificação na última rodada. Após tal exaustiva campanha, chegavam os comandados de Juarez à última rodada, precisando vencer e dependendo de resultados paralelos para estar entre os oito clubes que disputariam as Oitavas de Final. Minuto à minuto, os resultados alteravam a classificaços. Num minuto o Grêmio estava classificado, e no outro não estava mais. E de novo, repetidas vezes. Estávamos com um olho no Olímpico, e outro nos jogos de Cruzeiro e Juventude, Goiás e Vasco, Paraná e Flamengo, Coritiba e Internacional. O Grêmio ainda sai na frente, sofre a virada, mas consegue forças para reagir, virar a partida e terminar com o placar de 4x2. Veja como foi, minuto à minuto.

16:07 – Perigo. Cruzeiro faz 1 a 0 no Juventude.
16:08 – Alegria. Grêmio faz 1 a 0. Cruzeiro e Grêmio estão classificados.
16:21 – Goiás faz 1 a 0 no Vasco. Grande vibração no Olímpico.
16:30 – Cruzeiro faz 2 a 0. A vaga dos mineiros está quase garantida.
16:31 – Susto: José Aldo Pinheiro, da Rádio Gaúcha, grita gol da Ponte Preta. O Olímpico treme de felicidade, mas o árbitro anula o gol e o sofrimento volta.
16:37 – Paraná faz 1 a 0 no Flamengo. Tudo dando certo para o Grêmio.
16:50 – Intervalo dos jogos. Cruzeiro e Grêmio seguem classificados.
17:07 – Coritiba faz 1 a 0. A situação do Inter se complica ainda mais. Festa no Olímpico.
17:22 – Paraná amplia. Gremistas festejam mais um gol.
17:25 – Silêncio no Olímpico: Evandro empata o jogo. Grêmio está fora.
17:26 – Vasco empata e segue na luta. Tudo ruim para o Grêmio.
17:30 – Pavor. Alexandre faz 2 a 1 para a Portuguesa. Alguns torcedores do Grêmio já deixavam o estádio. Em Minas Gerais, festa da torcida do Galo.
17:36 – Esperança. Gol do Grêmio. Rodrigo Mendes empata o jogo.
17:39 – Goiás faz 2 a 1 no Vasco. A torcida grita “Grêmio, Grêmio”.
17:44 – A torcida pede e Celso Roth coloca Tinga em campo.
17:52 – O Inter encerra sua participação no campeonato.
17:53 – Euforia. Zé Alcino marca o terceiro e coloca o Grêmio mais uma vez entre os classificados.
17:56 – O presidente Cacalo, desesperado, pede o final da partida.
17:57 – Volta a tensão. Luisão empata o jogo e o Vasco só precisa de um gol para se classificar.
17:58 – Fim de jogo em Goiás. O Vasco está fora. O Olímpico enlouquece.
17:59 – Gol do Grêmio. Zé Alcino faz 4 a 2. Gremistas se abraçam e gritam.
18:00 – O Grêmio está classificado para a próxima fase do Campeonato Brasileiro.

Grêmio 4-2 Portuguesa
12 de novembro de 1998

Grêmio: Danrlei, Walmir, Scheidt, Ronaldo Alves e Roger; Otacílio, Fabinho, Goiano (Zé Alcino) e Itaqui (Robert); Rodrigo Mendes e Zé Afonso (Tinga). Técnico: Celso Roth

Portuguesa: Fabiano. Alexandre Chagas, César, Émerson e Augusto; Simão, Ricardo Lopes (Alex), Alexandre (Ricardinho) e Evandro; Evair (Cezinha) e Leandro. Técnico: Candinho

Gols: Augusto (contra) aos 2 minutos do primeiro tempo;, Evandro aos 15, Alexandre aos 20, Rodrigo Mendes aos 26 e Zé Alcino aos 42 e 48 minutos do segundo tempo.
Cartões Amarelos: Goiano, Otacílio e Rodrigo Mendes (G); Ricardo Lopes e Alex (P)
Árbitro: Luciano Almeida, auxiliado por Rogério Oliveira e Jorge Paulo Gomes (DF)
Público: 11.914 pagantes
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre


Com este prólogo, o Grêmio receberia, em casa, o então líder do Brasileirão (enchaveamento olímpico, o 8º enfrenta o 1º, o 7º enfrenta o 2º, e assim por diante), o Corinthians e Hicks Muse e Excel Econômico. Perderia a partida por 0x1 e levaria na bagagem, para São Paulo, poucas esperanças de classificar-se, pois era preciso vencer a partida, não importando o escore, para forçar o terceiro jogo, que seria também em São Paulo.


O escrete gremista estraria em campo assim: Danrlei; Walmir, Scheidt, Rodrigo Costa, Roger; Fabinho, Otacílio, Goiano (Robert), Itaqui; Rodrigo Mendes, Zé Alcino (Clóvis). Com todas as dificuldades, o Grêmio enfrentava um adversário poderoso de igual para igual. E com dois golaços, de dois renegados, Itaqui, em cobrança perfeita de falta, e Clóvis, num voleio digno de Bebeto, o Grêmio forçava a terceira partida. Incrédulos os torcedores Corinthianos, para quem um empate garantiria a vaga nas Quartas de Final. Veja o compacto do jogo, abaixo.


Link alternativo.

O Grêmio ainda viria a perder o jogo decisivo, porém não sem fazer um grande jogo e pressionar o Corinthians em busca do empate que lhe daria a vaga.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

10 Dicas para aproveitar melhor a sua cerveja

Confiram: http://1000cervejas.blogspot.com/2011/11/10-dicas-para-aproveitar-melhor-sua.html

Homens que devemos conhecer: Steve McQueen

Ao mesmo tempo em que ícones do nosso tempo foram deixando nosso mundo com níveis mais elevados de estrogênio, ocorreu a ascenção da geração Emo, Metrossexual, dos Almofadinhas. Claro, não estava lá para lhes dar uma lição o nome de hoje: Steve McQueen.


Nascido e criado numa fazenda, lugar próprio para a criação de um homem, passou dois anos no reformatório, até fugir com 15 anos, para fazer bicos como estivador, frentista, marinheiro e outras coisas. Foi apontado como o sucessor de James Dean, o que dá uma idéia do pedigree que acompanharia McQueen até o fim da sua carreira. Sucederia como machão dos cinemas à lendas como Dean e John Wayne, e transmitiria tal honraria à homens do calibre de Clint Eastwood, Sylvester Stallone, Bruce Willis. Isso já dá uma idéia, mesmo que pálida, da relevância dele para o morderno mundo masculino.

Após estrelar a clássica série de TV "Wanted: Dead or Alive", e mais algumas pontas em filmes do estilo Western, foi escolhido para um dos papéis principais no filme "Sete Homens e Um Destino", filme que mais tarde tornaria-se um dos maiores filmes de Faroeste, e que apontaria mais uma lenda para o futuro: Charles Bronson.

McQueen ficou conhecido por rejeitar sempre o estereótipo do galã, mas provou que um homem pode ser considerado bonito e charmoso sem vender sua alma para o Mundo da Moda... Ele mesmo se definia como um "indomável cínico, rebelde e nada bonito", era meio baixinho, e não sabia interpretar outros personagens que não fossem policiais durões e mau encarados. Ficou mundialmente conhecido pelo seu apelido de "King of the Cool". Mas ele tornou-se um icone e não foi por acaso. McQueen era durão por trás das câmeras também. Além de ter feito de tudo nessa vida, de soldado à lenhador, ele recusavaque fosse substituído em suas cenas perigosas por dublês.

Além de ser durão e implacável com os "bad guys" que, invariávelmente, eram seus inimigos nos filmes, Steve era um rebelde e bon vivant. Colecionou carros e mulheres, e isso não é um exagero. Casou-se três vezes, com três mulheres muito desejadas na sua época, a dançarina Neile Adams, a atriz Ali MacGraw e a modelo Barbara Minty, quem finalmente deixou viúva sem se divorciar antes.

Neile Adams:

Ali MacGrew:
 Barbara Minty:

Como dissemos, colecionou carros também, e como herança, deixou cerca de 130 motos e icontáveis Ferraris, Porsches e Jaguares. Largava dias de gravação para pilotar suas belezinhas em pistas de corrida. Seus principais personagens tinham essas paixões como parte integrante da personalidade. O mais clássico foi Frank Bullitt, o policial mais veloz de San Francisco, que caçava implacavelmente seus inimigos à bordo de seu Ford Mustang, no filme "Bullitt". Completam a lista dos indispensáveis filmes de McQueen "Sete Homens e Um Destino", "Crown, o Magnífico" (refilmado em 1999 com Pierce Brosnan), "Os Implacáveis" e "Fugindo do Inferno".

Deixou seu legado também na moda. Sim, o durão sabia se vestir, e soube fazer do seu estilo moda. Por sinal, o Tag Heuer Monaco eternizou-se depois que ele o usou no filme "24 Horas de Le Mans". Mas seu estilo mais clássico era a calça jeans surrada, jaqueta de couro e relógio esportivo.


Mas mesmo sendo durão, McQueen não venceu a maior luta de sua vida. O tal do mesotelioma, ou a "doença do amianto". Morreu com apenas 50 anos, meteóricos mais muito bem vividos, como um dos atores mais bem pagos e mais legendários de Hollywood.

domingo, 20 de novembro de 2011

Fora Roth: a birra sem fim

A campanha do Grêmio em 2011 é pior do que decepcionante. É brochante. A convergência de tudo o que é lamentável no futebol, de tudo o que é errado, resultou num ano perdido, e num 2012 potencialmente perdido por antecipação.

As explicações são muitas, mas num aspecto geral, o problema é Institucional. O Grêmio simplesmente está à deriva, não sabe para onde quer chegar, e nem como quer chegar. Resume-se à montar plantéis que satisfaçam aos anseios de uma torcida que só quer saber de Grife, de Nome, de Currículo, e pior ainda, de jogadores que destoem completamente da Filosofia de Futebol que históricamente foi parte indelével do clube. Relfexo disso é a contratação de atletas como Souza (conhecido por declarar que "raça é coisa de cachorro"), por € 3 Mi, Carlos Alberto, Kleber Cotovelo, e Vagner Love.

A criteriosidade foi substituída pela grife, pela "faceirice", pelo "miguxismo". Daí conclue-se que o problema não é Celso Roth, mas o descompasso que existe entre a Filosofia de Trabalho de Celso Roth, pautada sempre pela montagem de elencos fortes na defesa, equipe combativa, jogadores de força física e disciplinados táticamente, e a Filosofia de Futebol sob a qual foi montada a equipe do clube e na qual está impregnado o clube enquanto instituição, que é exatamente a filosofia da grife, do medalhão consagrado, do futebol ofensivo e técnico. Não é coincidência, portanto, que à cada temporada as especulações girem em torno de jogadores para o setor ofensivo, apesar da fragilidade absurda por que passa o sistema defensivo do Grêmio. Tampouco que que estejam no elenco do clube pelo menos meia dúzia de medalhões, e que destes, a maioria mais atrapalhe que ajude. Lúcio, Rodolfo, Edcarlos, Gabriel, Rochemback, Douglas. Destes, o único que se salva, às vezes, é Douglas. Lúcio, Rodolfo, Edcarlos e Gabriel perderam a condição de titularidade, e Rochemback sempre que entra mostra que deveria jogar na reserva.

É claro que com Roth nem tudo são flores, e o trabalho dele neste ano é realmente decepcionante. Mas quem dentre os treinadores pode trazer de volta ao clube esta filosofia de futebol que é, ou deveria ser, indelével ao clube? Entendo que, além de Roth, apenas Felipão e Dunga. Sim, Dunga, o colorado, assim como Ênio Andrade, com quem levantamos nosso primeiro caneco de importância. Nos últimos seis anos, pouquíssimos treinadores conseguiram fazer um trabalho consistente, mesmo que deficiente, como o Roth. Dentre eles, cito Mano Menezes, que não volta para o Grêmio, por óbvio, o próprio Renato, que é "verde" e não corresponde à filosofia que o clube precisa, e acho que pára por aí.

Isto posto, desafio qualquer um à sugerir um treinador que possa substituir Roth, de verdade. Sem ser os mesmos fracassados de sempre: Adílson Batista, Caio Jr., Autuori.

Cabe agora, á direção do clube, uma definição de caráter institucional, que ao que tudo indica não ocorrerá. Respaldar Celso Roth, e substituir esta política de futebol acintosa e fracassada que adotamos desde 2009. Substituir o descompasso entre Treinador e Instituição, pela convergência entre o Clube e a sua história.

Helter Skelter: Baixo, Guitarras e Bateria isolados

Hoje é dia de uma curiosidade interessante... No Youtube, achei as trilhas de Baixo, Guitarras e Batria da música Helter Skelter, que é considerada a primeira música de Heavy Metal, isoladas.

Segue abaixo as faixas, e depois a música completa.

Baixo Isolado:

Guitarras Isoladas:

Bateria Isolada:

Música Completa:

O que acharam? Comentem!

sábado, 19 de novembro de 2011

Verdade de quem, cara pálida?!

"Duvide de quem encontrou a verdade. Acredite em quem ainda a está procurando"

Essa frase tem uma autoria, só não recordo quem seja. De qualquer forma, ela tem um significado que corresponde ao momento histórico pelo qual passa o país. No dia de ontem, 18 de novembro, a presidente Dilma sancionou a polêmica lei que cria a "Comissão da Verdade", que seria responsável pela apuração de crimes contra os direitos humanos durante o Regime Militar.

Começando pelo nome pretensioso, trata-se de mais uma aberração que só poderia ter vindo da Esquerda Festiva Brasileira. Daí a importância da frase em prólogo. Que tipo de verdade é esta da qual só participa um lado da moeda? A presidente da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas (Unemfa) externou de forma simples a problemática: “Quando não há participação dos dois lados, para mim, é comissão da meia verdade. Vai ser algo que não visa apurar os fatos como eles realmente aconteceram”, disse. Qual o caráter realmente democrático de um grupo político que, ao tornar-se hegemônico, movimenta a lei ao seu bel prazer? Cabe lembrar: todos os integrantes serão nomeados pela presidente Dilma. Trata-se, de fato, de uma Comissão da Meia-Verdade.

E, cá entre nós, o único objetivo de tal comissão é ampliar as frentes de revanchismo contra os militares. Isso fica claro porque a Comissão não terá poder de punir eventuais violadores dos Direitos Humanos. Tudo por conta do (nem sempre presente) bom senso do STF, em abril de 2010 decidiu que a Lei de Anistia, de 1979, não poderia ser alterada para permitir a punição dos beneficiados pela lei. Para desespero dos revanchistas, "XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu", reza nossa carta régia.

Outra questão diz respeito ao período que será investigado pela comissão. Inicialmente a proposta era bastante clara: seria restrito aos anos entre 1964 e 1985. Qualquer semelhança não é mera coincidência. Agora, o período abrange de 1946 até 1985. A pergunta que não quer calar: porque fica de fora o período da ditadura do Estado Novo, tão adorado por esquerdistas e trabalhistas?! Ou não se cometeram infrações aos Direitos Humanos na Era Vargas?!

No discurso, Dilma agradeceu o apoio de dois personagens, Nelson Jobim, responsável por fraudar a Constituição Federal, e Franklin Martins, jornalista adesista, premiado com o cargo de Ministro por seu trabalho na imprensa marrom de defesa do Governo, e reconhecido por ter sido guerrilheiro de esquerda durante o Regime Militar.

Ora, que isenção há numa Comissão destas?! Na opinião deste blogueiro, se é para fazer a devassa, que façamos em toda a história, e não em parte dela, para que os vencedores saiam, sem qualquer contestação, como os "mocinhos defensores da liberdade e da democracia".