domingo, 18 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
100º Post e Rivelino queimando a língua.
Mais uma da série "A língua é o chicote da bunda". Pode parecer coisa de caso pensado, mas não passa de uma mera coincidência, que seja este o centésimo post, e que a sua mensagem tenha tando simbolismo.
É neste dia, 15 de Dezembro, que há quinze anos, o Grêmio conquistava o Campeonato Brasileiro de 1996. Na época, ainda o time do contra, dos bandidos, dos brucutus, que batiam sem dó nem piedade, e que recebiam as salvas de tiros de 11 em cada 10 cronistas esportivos do centro do país.
Como pode se ver no vídeo abaixo, que é auto-explicativo (mas explicaremos assim mesmo): Rivelino comentando que a Portuguesa estava mais próxima do empate, do que o Grêmio do gol que lhe daria o título, no exato instante em que uma bola despretensiosa é chutada para a área lusitana. Na sequencia, Ailton marcaria o gol do título.
Parabens, Grêmio, Bi-Campeão Brasileiro de 1996.
E parabéns à este humilde blogueiro, pelo centésimo post, e obrigado aos três leitores que ainda me agüentam.
E parabéns à este humilde blogueiro, pelo centésimo post, e obrigado aos três leitores que ainda me agüentam.
O dia em que um sorriso parou São Paulo...
Afudê, somente isso, afudê... Tive que postar, demais a sacada da Brastemp... Veja mais em www.assimumabrastemp.com.br
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Mazembazzo: 12 parcelas da CVC depois...
Em 14 de Dezembro, ainda em 2010, o Internacional enfrentava e era derrotado pelo TP Mazembe, clube do antigo Zaire.
Não importa o que digam os amigos colorados. O Mazembazzo foi um dos maiores fiascos futebolísticos da história. Na opinião deste blogueiro, o maior de todos. Explico.
Primeiro, futebol fora da América do Sul e Europa não existe. Não existe e ponto. Por mais que clubes Mexicanos, Japoneses e Árabes possam contratar jogadores de ponta, lhes falta a cultura da competitividade e de futebol.
Segundo, porque o Mazembe é representante do futebol do Congo, antigo Zaire. Em 1974, na Copa do Mundo, eles deram mostras ao mundo de qual era o nível do seu futebol. Mas podiam compreender as regras. A BBC disse tratar-se de um "Show of shame". Num dos piores momentos, em tiro livre em favor do Brasil, os jogadores africanos acreditavam que, após o apito do árbitro, qualquer jogador poderia chutar a bola. Veja.
Terceiro porque a confiança no título era tão grande, que a torcida colorada já falava em vencer a Inter de Milão, sem nem ter passado à final, e o "alentaço" antes da viagem para Abu Dhabi foi uma grande mobilização. Também vazaram na internet fotos da camiseta, já pronta, comemorativa ao Título de 2010. Infelizmente não achei ainda a foto. Curiosamente, um mês antes do certame o site da Fifa anunciava o Inter Campeão das edições de 2006 e 2010 do torneio.
E em quarto, deixar de ir à final do Mundial, num torneio em que só existem dois continentes, perdendo inapelávelmente para o escrete africano, sem mesmo uma tímida reação, fazem deste episódio o maior fiasco do futebol mundial.
Vale, então, lembrar algumas brincadeiras com o episódio.
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Quer ver mais? Clique aqui. Não gostou? É porque ainda faltam mais 24 parcelas da CVC...
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
A Revolta dos Dândis: um passageiro existencialista
Percebi que só andava postando músicas em inglês, e acabei me deparando com esta daqui...
Trata-se de uma das melhores obras de uma das melhores bandas (não, não fiquei louco) do Mundo. Engenheiros do Hawaii têm uma longa trajetória de grandes sucessos, e músicas recheadas de significados, referências histórias e literárias, e até filosóficas.
Em "A Revolta dos Dândis", do disco homônimo de 1987, não foi diferente. A música faz referência ao livro de Alberto Camus, "O Passageiro", escritóri e filósofo existencialista franco-argelino. A letra sempre deixa transparecer a indecisão, sempre a idéia de estar entre dois pontos. "Entre um rosto e um retrato, o real e o abstrato, entre a loucura e a lucidez, entre o uniforme e a nudez". Também o existencialismo em "Eu me sinto um estrangeiro, passageiro de algum trem, que não passa por aqui, que não passa de ilusão".
Consolidou a carreira da banda em nível nacional, com um álbum tão bom quanto o primeiro (no qual constavam sucessos como "Toda forma de poder" e "Longe demais das capitais"), com a formação original, tendo na line-up Humberto Gessinger, Carlos Maltz e Augusto Licks. Abaixo a versão acústica do álbum Acústico MTV.
A Revolta Dos Dândis I
Engenheiros do Hawaii
Engenheiros do Hawaii
Entre um rosto e um retrato, o real e o abstrato
Entre a loucura e a lucidez,
Entre o uniforme e a nudez
Entre o fim do mundo e o fim do mês
Entre a verdade e o rock inglês
Entre os outros e vocês
Entre a loucura e a lucidez,
Entre o uniforme e a nudez
Entre o fim do mundo e o fim do mês
Entre a verdade e o rock inglês
Entre os outros e vocês
Eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão
Entre gritos e gemidos, entre mortos e feridos
(a mentira e a verdade, a solidão e a cidade)
Entre um copo e outro da mesma bebida
Entre tantos corpos com a mesma ferida
(a mentira e a verdade, a solidão e a cidade)
Entre um copo e outro da mesma bebida
Entre tantos corpos com a mesma ferida
Eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão
Entre americanos e soviéticos, gregos e troianos
Entra ano e sai ano, sempre os mesmos planos
Entre a minha boca e a tua, há tanto tempo, há tantos planos
Mas eu nunca sei pra onde vamos
Entra ano e sai ano, sempre os mesmos planos
Entre a minha boca e a tua, há tanto tempo, há tantos planos
Mas eu nunca sei pra onde vamos
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Leandro Damião: quando futebol e caráter andam juntos...
Que o Leandro Damião é craque, isso todo mundo já sabe.
Ele reúne qualidades que somadas tornam um jogador num craque. Faro de gol, força física, vontade e entrega de sobra, coragem para disputar a bola, e muita qualidade, apesar do que muitos possam pensar por conta do seu grande oportunismo como jogador de área, como é evidenciado nas suas carretilhas, dribles e bicicletas. Veja o vídeo abaixo.
Por tão cedo na vida ter sua independência financeira, admiração de muitos, propostas milionária, seria de se imaginar que ele estaria deslumbrado e muito interessado em viver sua vida com todos os prazeres que o dinheiro pode comprar. Mas não Damião. Apesar das comemorações e declarações polêmicas, ele mostra grande caráter e virtude, em muitas situações que a vida, neste pouco tempo de carreira profissional, pôde lhe interpor.
Quase todo grande jogador, ao ganhar seu primeiro grande contrato, fatalmente vai aparecer desfilando um carro importado e alguma loura siliconada. Damião ainda está junto com a sua namorada antiga, antes de despontar para o futebol. Como muitos de vocês poderão pensar, ela não corresponde aos padrões - digamos assim - ocidentais de beleza. Mas isso não parece importar para Leandro. Da última vez que tive notícias, eles iam casar, ou já estão, mas isso não importa porque aqui não é o Blog da Caras nem da Contigo. Diferentemente de alguns grandes craques, e outros nem tanto, Damião mostra correção no trato profissional, com seu clube e colegas, e na vida pessoal também.
Enquanto muitos fecharão sua carreira com a pecha de "traíras", "desagregadores" e "mau caráter", Damião começa bem a carreira, e se continuar jogando sempre o que está jogando, vai escrever seu nome na história do futebol, mas o fará com estilo e marca de quem têm caráter.
Pelo futebol que apresenta, objetivo, forte, vigoroso, e pelo caráter que demonstra, Damião tem toda a minha admiração. Parabéns à ele, que a nova geração possa ter nele um espelho...
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domingo, 11 de dezembro de 2011
Há 28 anos, Grêmio Campeão do Mundo.
Numa madrugada, neste exato dia, há 28 anos, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense entrava em campo, num distante Estádio Nacional de Tóquio, do outro lado do Mundo, para escrever seu nome no Olimpo do Futebol.
Não poderia deixar esta data em branco, obviamente.
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