sábado, 19 de novembro de 2011

O dia em que a carreira de Senna ficou por uma fita.

Sim, por uma "fita" e não por um fio. Claro, foi sempre assim que Airton Senna conduziu sua carreira: no limite das suas capacidades, mas nunca satisfeito, expandindo esse limite sempre que possível.

Pela Fórmula 3 inglesa, na temporada de 1983, um então aspirante à piloto de Fórmula 1 precisava vencer para ser campeão e aumentar as chances de guiar um bólido da categoria máxima do automobilismo mundial. Usando uma manobra ilegal, a equipe de Senna esperava que ele pudesse bater seu arquirrival, Martin Brundle, que estava um ponto à frente dele no campeonato de pilotos.


O blog Jalopnik Brasil, recomentado por este blogueiro, fez uma ótima matéria sobre o fato. Para ler mais, clique aqui.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

100 Dicas de Fotografia

Recentemente, comprei uma câmera semi-profissional da Cannon, mas não digital, uma analógica.

Sou da opinião que as câmeras digitais, pela instantaneidade da visualização, arruinaram as BOAS fotos. E não, as boas fotos não são as melhores poses, ou os melhores Duck Faces. As melhores fotos são, por paradoxal que possa ser, as PIORES. As que você foi pego desprevenido, as fotos com dedão na frente da lente, as desenquadradas... Enfim, sou - e muitos são - da época em que se tiravam fotos para guardar memórias, não para postar nas redes sociais.

Mesmo assim, se você quer tirar melhores fotos, melhores paisagens, tirar o melhor proveito to teu equipamento, aqui vão algumas dicas que encontrei na net. São 100 dicas, das quais selecionei as que achei melhores. As outras você encontra direto no site, que segue no rodapé.

2. Divirta-se enquanto fotografa.

7. Escreva dicas sobre fotografia, porque ao escrever você também aprende.
16. Faça parte de uma comunidade de fotografia.

22. Faça algo diferente para recuperar criatividade.
39. O melhor equipamento é o que você tem hoje.
 
43. O olho move-se para o ponto de contraste

59. Participe de concursos de fotografia

67. Os erros são permitidos! Quanto mais erros você comete, mais você aprende!
71. Fotografe com a maior freqüência possível.

78. Nunca confie no seu LCD. Normalmente, ele é mais nítido e brilhante que a imagem original.

84. Visite o mesmo lugar com a maior freqüência possível. A luz nunca mostra a mesma montanha.

90. Pergunte a você mesmo: O que quer  expressar em suas imagens?

96.  Henri Cartier-Bresson tinha razão quando disse que “Suas primeiras 10000 fotografias são suas piores”.

100. Escreva uma lista com 100 temas que gostaria de fotografar.

Encontre o restante das dicas em Focus Escola de Fotografia. Menção honrosa ao meu amigo Luciano Lessa, grande fotógrafo, hehe.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dica da Semana: Como limpar seu Notebook

Boa Noite,

Está chegando o verão, e com ele, o sebo e suor nas nossas mãos, hehe. Como adquiri recentemente um novo Notebook, é hora também de cuidar da limpeza dele, para ele durar tanto quanto o antecessor.

Bom, a primeira dica é: prevenir é melhor que remediar. Portanto, nunca use seu notebook enquanto come ou bebe, evitando acidentes com derramação de líquido ou ainda os farelos que, fatalmente, vão se acumular entre as teclas. Importante lembrar que, diferentemente de um teclado tradicional, as teclas do notebook não são removíveis, portanto mais importante ainda é o cuidado para prevenir a entrada de farelo e poeira.

Para a limpeza em si, é importante ter à mão os seguintes materiais:

- Dois panos bem macios, de preferência de microfibra, pois não soltam fiapos;
- Alguns cotonetes;
- Pincel de cerdas BASTANTE macias;
- Um aspirador de pó portátil, ou na falta deste, um aspirador comum, desde que não seja muito potente;
- Uma lata de ar comprimido, que é bastante prática para ajudar na limpeza.

Para começar, é importante desligar o notebook e tirar a bateria. Geralmente é bem simples, mas em caso de dúvida, basta dar uma lida no manual. Caso não o tenha mais, em geral o fabricante disponibiliza uma versão digital do mesmo.

Para a limpeza externa, na parte trazeira da tela e na parte de baixo do notebook, um pano levemente umedecido dá conta do recado. É importante não pressionar demais, pois as telas de LCD ou LED são bastante sensíveis. Depois do pano úmido, o ideal é passar um pano bem macio seco, para limpar excessos.

Para a tela, em geral basta um pano seco e bem macio para limpar a poeira. Caso existam marcas de dedo, pode-se usar um pano LEVEMENTE umedecido, passando com bastante cuidado para não pressionar a tela, em movimentos bem suaves e lineares. Depois, basta passar com cuidado um pano seco e pronto.

O teclado é uma das partes mais chatas. O ideal é passar um pincel com cerdas bem macias, para "varrer" a sujeira que fica entre as teclas. Antes disto, caso você tenha um tupo de ar comprimido, pode passar, com o teclado e o tupo na posição mais vertical possível, para soltar a poeira e farelos que ficam escondidos debaixo das teclas. Depois do ar comprimido e do pincel, o ideal é passar um aspirador de pó, para sugar tais partículas. Pode-se passar um cotonete, seco, ou em caso de necessidade levemente umedecido, entre as teclas para limpar melhor. Para a parte de cima de cada tecla, e do corpo do notebook, basta um pano seco ou levemente umedecido. O ideal é que cada tecla receba uma limpeza por vez, com movimentos suave e sem pressionar demais. Depois, com um pano seco, arremata-se a limpeza.

Para as entradas de cabos, um pincel e cotonetes servem. Também é interessante usar novamente o ar comprimido, para desalojar poeira e outras partículas. Mas atenção: jamais, em hoipótese alguma, coloque nos contatos panos que soltam fiapos ou materiais umedecidos, pois são partes bastante sensíveis do computador. Novamente, na saída de refrigeração, é importante NUNCA usar o ar compromido, pois pode lançar para dentro partículas que podem danificar os componentes do comutador. O ideal é usar um aspirador de pó.

Se a sujeira for muito grossa, uma opção é usar, com BASTANTE cuidado, álcool isopropílico. Esse material tem como característica mínima percentagem de água, o que vai virtualmente eliminar o risco de oxidação de componentes internos, caso ele venha à penetrar no computador.

Vídeo do Baixaki com dicas.

Mas você certamenteachou bem complicado de achar alguns materiais aqui descritos, certo?! Calma. O aspirador de pó e o pano macio são fáceis. O ar comprimido também não é nenhum bixo de sete cabeças. Pode ser facilmente encontrado no Mercado Livre, à preços que variam de R$ 15,00 até R$ 40,00. O álcool isopropílico também encontra-se no Mercado Livre, por até R$ 9,99.

Com essas dicas, tu está pronto para deixar teu notebook sempre brilhando como novo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Os Reis do New Wave: Tears for Fears

A dupla britânica, um dis símbolos do movimento New Wave, tocou em Outubro em Porto Alegre.

Eles mobilizaram a platéia, e tocaram seus maiores sucessos. Em homenagem à eles, vai um dos maiores clássicos.


A música, ao vivo em Porto Alegre:



Everybody Wants To Rule The World

Tears For Fears

Welcome to your life
There's no turning back
Even while we sleep
We will find you
Acting on your best behaviour
Turn your back on mother nature

Everybody wants to rule the world

It's my own design
It's my own remorse
Help me to decide
Help me make the most of
Freedom and of pleasure
Nothing ever lasts forever

Everybody wants to rule the world

There's a room where the light won't find you
Holding hands while the walls come tumbling down
When they do I'll be right behind you

So glad we've almost made it
So sad they had to fade it

Everybody wants to rule the world

I can't stand this indecision
Married with a lack of vision

Everybody wants to rule the world

Say that you'll never, never, never, never need it
One headline, why believe it?

Everybody wants to rule the world

All for freedom and for pleasure
Nothing ever lasts forever

Everybody wants to rule the world

domingo, 13 de novembro de 2011

Games do Passado: Air Raiders

Quem nunca jogou esse jogo, não sabe a tesão que era jogar no provável primeiro game de simulação de vôo. F-16 Falcon? F-22 Raptor? Flight Simulator?

Duvido que alguém não tenha morrido dez vezes até descobrir que tinha que puxar o manche para trás, para ganhar altitude, hehe. Para os gráficos da época, era bastante real, e muito bom de jogar, tu alvejava pequenas esquadrilhas de três inimigos.

Detalhe: o jogo é de 1982. Dê uma olhada e relembre. Com certeza na net tu acha um emulador fácil de Atari, vai ser divertido jogar de novo...


E aí, curtiu relembrar? Ou nunca jogou? Então baixe um emulador e tente. Gostou? Comente!

Invasão na USP e Movimento Estudantil

Ao desocupar, por força de decisão judicial, a reitoria invadida da USP, o que a PMSP e representantes da universidade encontraram foi um cenário de destruição, desnecessário sob qualquer aspecto. Ainda que fossem legítimos os pleitos dos estudantes, haveria necessidade daquele tipo de depredação? Esta questão suscita uma reflexão sobre a invasão, em um primeiro plano, e sobre o movimento estudantil, em outro.


Os protestos que culminaram na invasão da reitoria começaram porque a PM tentou deter três alunos que fumavam maconha nas dependências da USP. Revoltados, os colegas começaram uma confusão para evitar que os três fossem, de fato, detidos e fichados, isto no dia 27 de Outubro. Daí para a invasão da reitoria, foi um pulo. Cabe lembrar que no fatídico dia 27, o tensionamento e a agressão começaram por parte de estudantes que lançaram cavaletes contra a PM. Mesmo assim, os três estudantes concordaram em assinar um termo circnstanciado, sob a garantia de que não seriam fichados nem teriam aberto contra eles um inquérito. Vale lembrar que ainda foram encontrados na reitoria, após a desocupação, sete coqueteis-molotov e alguns sinalizadores, e que jornalistas foram agredidos por estudantes. Isso ajuda, claro, à formar uma visão mais complexa do contexto em que se desenhou e prosseguiu o movimento.

Daí se pode imaginar que uma das "causas" dos revolucionários é, de fato, a questão da legalização da Maconha. Mas aí a primeira incoerência. Se lutam pela (justa causa, vale dizer) legalização da Maconha, deveriam ter orgulho de serem fichados na Polícia, como forma de protesto e desobediência civil. Como pouco estudaram ou aproveitaram de seus estudos, não conhecem a história da Marcha do Sal, o maior símbolo da desobediência civil na história. Ao desobedecerem a lei vigente, Ghandi e seus discípulos aceitaram passivamente as sanções que contra eles impôs o governo colonial britânico, como prova do orgulho que tinham de um ato rebelde. De onde concluem-se que a questão da legalização da maconha não está na pauta dos revolucionários. O que eles querem, mesmo, é fumar maconha sem serem importunados pela PM.

O que nos leva ao próximo tema do dia: o perfil do "revolucionário médio" da USP. A foto de um jovem portando roupas de grife é altamente constrastante com a idéia de uma revolução "estudantil e proletária". Revolucionários de apartamento, só pode. Alguns relatos inclusive davam conta de alguns invasores retornarem para casa para degustarem seus almoços ou jantares quentinhos. Mas quando foi que os revolucionários deixaram de ter a fibra de enfrentaram, sozinhos, a dureza da "revolución"?




Também podemos falar num outro flagrante, o do "Estudante Profissional". Sim, eles existem. Trata-se de Rafael Alves, ex-estudante de Letras, jubilado por estourar o prazo de 7 anos para se formar, perdendo portanto o direito à moradia estudantil, gratuita. Retornando por meio do vestibular, agora postula novamente a moradia estudantil, garantindo-lhe mais um longo período na faculdade para protagonizar a agitação social, vinda sei lá de qual partido. Mas acreditem, existe por trás dele um partido financiando sua agitação social.


Voltamos agora à pauta de reivindicações dos manifestantes. Primáriamente, tratam da desocupação do campus da USP pela PM, ocupação que teve como ponto de partida o homicídio de Felipe Ramos de Paiva, em 18 de maio deste ano. Sobre isto, a mãe de um dos invasores disse que "Saidinha de banco não tem só na USP, tem todo dia, em qualquer lugar. Foi uma fatalidade", em entrevista para o Jornal O Globo. "Os covardes foram com coturnos para tirar 70 coelhinhos que estavam dormindo. Estudante briga, depois fica em paz", disse ainda a mãe, querendo eximir os alunos da responsabilidade sob seus atos. É este tipo de conduta que queremos premiar?! Não me parecem que os estragos da primeira foto sejam produtos de "coelhinhos". O restante da pauta são velhos chavões anti-capitalistas e comunistas, tão profundos quanto um pires convexo. Segundo nota divulgada por pesquisadores da USP, "Ao contrário do que tem sido propagandeado pela grande mídia, a crise da USP, que culminou com essa brutal ocupação militar, não tem relação direta com a defesa ou proibição do uso de drogas no campus. Na verdade, o que está em jogo é a incapacidade das autoritárias estruturas de poder da universidade de admitir conflitos e permitir a efetiva participação da comunidade acadêmica nas decisões fundamentais da instituição. Essas estruturas revelam a permanência na USP de dispositivos de poder forjados pela ditadura militar, entre os quais: a inexistência de eleições representativas para Reitor, a ingerência do Governo estadual nesse processo de escolha e a não-revogação do anacrônico regimento disciplinar de 1972." Ou seja, uma confusão gerada por três guris fumando maconha consegue, vejam só, ser sintonizada com uma Ditadura Militar há 26 anos encerrada. Falharam, também, ao proverem algum tipo de debate ou proposição mínimamente rasoável, para a questão da segurança no campus, que é hoje um tema central da sociedade brasileira, haja visto a crescente violência assistida no país. Na contramão destes pesquisadores, o professor João Carlos Barata acha que "Eles têm uma técnica proposital de fazer assembleias longas e que entram na madrugada. Quando os opositores vão embora, eles votam o que querem".

Isso tudo só reforça a conclusão triste: a galopante pauperização da pauta de debates do Movimento Estudantil no Brasil. A figura abaixo é representativa. Qualquer que seja a publicação isntitucional de UNE/UBES, pode se pensar que trata-se de um mero Ctrl+C Ctrl+V de algum partido de extrema esquerda. O movimento estudantil é hoje incapaz de recletir e fazer um auto questionamento, e no bojo deste processo, apresentar uma produção cultural e política nova, vanguardista.


Pouco, é verdade, poderia se esperar de um movimento tão estanque e autoritário, em contraposição às suas origens pretensamente progressitas e democráticas, quanto o Movimento Estudantil capitaneado pela UNE/UBES, visceralmente ligado aos partidos de extrema esquerda, especialmente o PCdoB, que utilizam-se de toda a sorte de artifícios para manterem o controle ideológico e político da entidade, e transformá-la de uma instituição de históricas lutas para uma chapa-branca pró-Lula. O gov. paulista, Geraldo Alckmin, inclusive declarou que "aula de democracia". Em parte é verdade. Qual a representatividade deste pretenso movimento? Em pesquisa do Datafolha, 58% dos alunos eram favoráveis à permanência da PM no campus e 73% eram contra a invasão da reitoria. Ao mesmo tempo, uma assembléia do dia 1º de novembro, quando os estudantes ainda ocupavam o prédio administrativo da FFLCH, e que encerrava a ocupação, foi ignorado pelos estudantes, que no dia seguinte ainda invadiram a reitoria.

Sobre a desocupação, para o juiz José Henrique Rodrigues Torres, ela foi desproporcional, porém não houve nenhuma lesão mais grave nos estudantes. No mesmo link, segue entrevista de um estudante da História, dando sua versão. Segundo ele, os PMs prenderam estudantes por todo o campus, mesmo que não estivessem na invasão, e reclamou de abusos da política, por usarem algemas, e desocuparem o prédio com o uso da força. Para o juiz, é irrelevante se a versão é verídica ou não. Na opinião deste blogueiro, não existe motivos para que os alunos não sejam tratados pela polícia como qualquer outro detido.

Até onde se legitima o movimento estudantil, mais identificado com a política partidária do que com o interesse do aluno? Qual a representatividade dos poucos que decidem a política dos movimento estudantil? Qual o presente e o futuro de um movimento cada vez mais chapa-branca e cada vez mais acéfalo, sob o aspecto da pauperização das pautas e reivindicações?

EDITADO:

Achei ótimos artigos relacionados e os listo abaixo, pois achei que tinha feito grandes coisas ao escrever o presente artigo e após ler os outros percebi que trata-se de uma porcaria. Minha dica é: não leiam esta josta e passem direto para os links abaixo.

- 8 mentiras que você anda lendo sobre a PM na USP
- Na USP, mais flagrantes de semi-analfabetismo, tráfico e "tempos ÁUREOS da ditadura"