domingo, 13 de novembro de 2011

Games do Passado: Air Raiders

Quem nunca jogou esse jogo, não sabe a tesão que era jogar no provável primeiro game de simulação de vôo. F-16 Falcon? F-22 Raptor? Flight Simulator?

Duvido que alguém não tenha morrido dez vezes até descobrir que tinha que puxar o manche para trás, para ganhar altitude, hehe. Para os gráficos da época, era bastante real, e muito bom de jogar, tu alvejava pequenas esquadrilhas de três inimigos.

Detalhe: o jogo é de 1982. Dê uma olhada e relembre. Com certeza na net tu acha um emulador fácil de Atari, vai ser divertido jogar de novo...


E aí, curtiu relembrar? Ou nunca jogou? Então baixe um emulador e tente. Gostou? Comente!

Invasão na USP e Movimento Estudantil

Ao desocupar, por força de decisão judicial, a reitoria invadida da USP, o que a PMSP e representantes da universidade encontraram foi um cenário de destruição, desnecessário sob qualquer aspecto. Ainda que fossem legítimos os pleitos dos estudantes, haveria necessidade daquele tipo de depredação? Esta questão suscita uma reflexão sobre a invasão, em um primeiro plano, e sobre o movimento estudantil, em outro.


Os protestos que culminaram na invasão da reitoria começaram porque a PM tentou deter três alunos que fumavam maconha nas dependências da USP. Revoltados, os colegas começaram uma confusão para evitar que os três fossem, de fato, detidos e fichados, isto no dia 27 de Outubro. Daí para a invasão da reitoria, foi um pulo. Cabe lembrar que no fatídico dia 27, o tensionamento e a agressão começaram por parte de estudantes que lançaram cavaletes contra a PM. Mesmo assim, os três estudantes concordaram em assinar um termo circnstanciado, sob a garantia de que não seriam fichados nem teriam aberto contra eles um inquérito. Vale lembrar que ainda foram encontrados na reitoria, após a desocupação, sete coqueteis-molotov e alguns sinalizadores, e que jornalistas foram agredidos por estudantes. Isso ajuda, claro, à formar uma visão mais complexa do contexto em que se desenhou e prosseguiu o movimento.

Daí se pode imaginar que uma das "causas" dos revolucionários é, de fato, a questão da legalização da Maconha. Mas aí a primeira incoerência. Se lutam pela (justa causa, vale dizer) legalização da Maconha, deveriam ter orgulho de serem fichados na Polícia, como forma de protesto e desobediência civil. Como pouco estudaram ou aproveitaram de seus estudos, não conhecem a história da Marcha do Sal, o maior símbolo da desobediência civil na história. Ao desobedecerem a lei vigente, Ghandi e seus discípulos aceitaram passivamente as sanções que contra eles impôs o governo colonial britânico, como prova do orgulho que tinham de um ato rebelde. De onde concluem-se que a questão da legalização da maconha não está na pauta dos revolucionários. O que eles querem, mesmo, é fumar maconha sem serem importunados pela PM.

O que nos leva ao próximo tema do dia: o perfil do "revolucionário médio" da USP. A foto de um jovem portando roupas de grife é altamente constrastante com a idéia de uma revolução "estudantil e proletária". Revolucionários de apartamento, só pode. Alguns relatos inclusive davam conta de alguns invasores retornarem para casa para degustarem seus almoços ou jantares quentinhos. Mas quando foi que os revolucionários deixaram de ter a fibra de enfrentaram, sozinhos, a dureza da "revolución"?




Também podemos falar num outro flagrante, o do "Estudante Profissional". Sim, eles existem. Trata-se de Rafael Alves, ex-estudante de Letras, jubilado por estourar o prazo de 7 anos para se formar, perdendo portanto o direito à moradia estudantil, gratuita. Retornando por meio do vestibular, agora postula novamente a moradia estudantil, garantindo-lhe mais um longo período na faculdade para protagonizar a agitação social, vinda sei lá de qual partido. Mas acreditem, existe por trás dele um partido financiando sua agitação social.


Voltamos agora à pauta de reivindicações dos manifestantes. Primáriamente, tratam da desocupação do campus da USP pela PM, ocupação que teve como ponto de partida o homicídio de Felipe Ramos de Paiva, em 18 de maio deste ano. Sobre isto, a mãe de um dos invasores disse que "Saidinha de banco não tem só na USP, tem todo dia, em qualquer lugar. Foi uma fatalidade", em entrevista para o Jornal O Globo. "Os covardes foram com coturnos para tirar 70 coelhinhos que estavam dormindo. Estudante briga, depois fica em paz", disse ainda a mãe, querendo eximir os alunos da responsabilidade sob seus atos. É este tipo de conduta que queremos premiar?! Não me parecem que os estragos da primeira foto sejam produtos de "coelhinhos". O restante da pauta são velhos chavões anti-capitalistas e comunistas, tão profundos quanto um pires convexo. Segundo nota divulgada por pesquisadores da USP, "Ao contrário do que tem sido propagandeado pela grande mídia, a crise da USP, que culminou com essa brutal ocupação militar, não tem relação direta com a defesa ou proibição do uso de drogas no campus. Na verdade, o que está em jogo é a incapacidade das autoritárias estruturas de poder da universidade de admitir conflitos e permitir a efetiva participação da comunidade acadêmica nas decisões fundamentais da instituição. Essas estruturas revelam a permanência na USP de dispositivos de poder forjados pela ditadura militar, entre os quais: a inexistência de eleições representativas para Reitor, a ingerência do Governo estadual nesse processo de escolha e a não-revogação do anacrônico regimento disciplinar de 1972." Ou seja, uma confusão gerada por três guris fumando maconha consegue, vejam só, ser sintonizada com uma Ditadura Militar há 26 anos encerrada. Falharam, também, ao proverem algum tipo de debate ou proposição mínimamente rasoável, para a questão da segurança no campus, que é hoje um tema central da sociedade brasileira, haja visto a crescente violência assistida no país. Na contramão destes pesquisadores, o professor João Carlos Barata acha que "Eles têm uma técnica proposital de fazer assembleias longas e que entram na madrugada. Quando os opositores vão embora, eles votam o que querem".

Isso tudo só reforça a conclusão triste: a galopante pauperização da pauta de debates do Movimento Estudantil no Brasil. A figura abaixo é representativa. Qualquer que seja a publicação isntitucional de UNE/UBES, pode se pensar que trata-se de um mero Ctrl+C Ctrl+V de algum partido de extrema esquerda. O movimento estudantil é hoje incapaz de recletir e fazer um auto questionamento, e no bojo deste processo, apresentar uma produção cultural e política nova, vanguardista.


Pouco, é verdade, poderia se esperar de um movimento tão estanque e autoritário, em contraposição às suas origens pretensamente progressitas e democráticas, quanto o Movimento Estudantil capitaneado pela UNE/UBES, visceralmente ligado aos partidos de extrema esquerda, especialmente o PCdoB, que utilizam-se de toda a sorte de artifícios para manterem o controle ideológico e político da entidade, e transformá-la de uma instituição de históricas lutas para uma chapa-branca pró-Lula. O gov. paulista, Geraldo Alckmin, inclusive declarou que "aula de democracia". Em parte é verdade. Qual a representatividade deste pretenso movimento? Em pesquisa do Datafolha, 58% dos alunos eram favoráveis à permanência da PM no campus e 73% eram contra a invasão da reitoria. Ao mesmo tempo, uma assembléia do dia 1º de novembro, quando os estudantes ainda ocupavam o prédio administrativo da FFLCH, e que encerrava a ocupação, foi ignorado pelos estudantes, que no dia seguinte ainda invadiram a reitoria.

Sobre a desocupação, para o juiz José Henrique Rodrigues Torres, ela foi desproporcional, porém não houve nenhuma lesão mais grave nos estudantes. No mesmo link, segue entrevista de um estudante da História, dando sua versão. Segundo ele, os PMs prenderam estudantes por todo o campus, mesmo que não estivessem na invasão, e reclamou de abusos da política, por usarem algemas, e desocuparem o prédio com o uso da força. Para o juiz, é irrelevante se a versão é verídica ou não. Na opinião deste blogueiro, não existe motivos para que os alunos não sejam tratados pela polícia como qualquer outro detido.

Até onde se legitima o movimento estudantil, mais identificado com a política partidária do que com o interesse do aluno? Qual a representatividade dos poucos que decidem a política dos movimento estudantil? Qual o presente e o futuro de um movimento cada vez mais chapa-branca e cada vez mais acéfalo, sob o aspecto da pauperização das pautas e reivindicações?

EDITADO:

Achei ótimos artigos relacionados e os listo abaixo, pois achei que tinha feito grandes coisas ao escrever o presente artigo e após ler os outros percebi que trata-se de uma porcaria. Minha dica é: não leiam esta josta e passem direto para os links abaixo.

- 8 mentiras que você anda lendo sobre a PM na USP
- Na USP, mais flagrantes de semi-analfabetismo, tráfico e "tempos ÁUREOS da ditadura"

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Protecionismo: isso tem que acabar.

O que você vai ver abaixo é o retrato de um país corroído pelo protecionismo e pelo estatismo.

A matéria da Rede Record mostra porque os automóveis custam tão mais caro no Brasil, em comparação com o restante do mundo. Ao apontar a cobrança de preços abusivos como responsável por esta situação, fica claramente detectado que a falta de concorrência e a cobrança abusiva de impostos são as causas de alguns dos problemas econômicos do país.


É claro que isso não se limita ao mercado de automóveis, mas alguns dos casos mais gritantes estão lá. Como do Honda City, fabricado em Sumaré, SP, e exportado para o México pelo preço de cerca de R$ 26 mil, e vendido no Brasil por pouco mais de R$ 56 mil. Desse total, somam impostos no valor de R$ 16.400,00. É preciso considerar que no valor do carro vendido no México já estão incluídos os impotos e taxas, além do frete marítimo. Um legítimo acinte.

Os defensores do protecionismo alegam que estamos protegento empregos, quando na verdade estamos protegendo empresários e lesando o consumidor brasileiro.

Da mesma forma eletrônicos, roupas e calçados, entre outros, vendidos no Brasil são sempre muito mais caros do que seus pares no exterior. Um Toyota Corolla custa US$ 16.000,00 nos EUA e US$ 38.000,00 no Brasil. Um iPad 2 custa aqui mais de R$ 2.600,00, enquanto que nos EUA o valor não sobe de R$ 1.400,00.

Há pouco tempo, vale lembrar, o governo anunciou aumento de IPI para carros com maior conteúdo importado.

domingo, 6 de novembro de 2011

Homens que devemos conhecer: Chuck Norris

Todos nós conhecemos os Chuck Norris Facts, que por sinal iniciaram uma onda de "Fulano de Tal Facts". Pessoalmente eu acho uma das brincadeiras mais espirituosas dos últimos tempos, pois brinca com o caricato de uma personagem famosa no mundo inteiro, de Cel. James Braddock (do filme Braddock - Super Comando) ao Sgt. Cordell Walker (da série Walker: Texas Ranger).

O próprio Chuck Norris já brincou com isso. Veja abaixo (áudio original em inglês):


O que poucos sabem são algumas passagens nada fictícias na vida de Chuck Norris. Muito além do mito e do ator de produções Lado B de Hollywood, seguem alguns Fatos Reais sobre Chuck Norris:

1) Ele era franzino e apanhava na escola: além de ser um aluno medíocre e fraco, Carlos era a vítima dos seus colegas, especialmente graças ao fato de ser filho de uma americano com uma índia Cherokee.

Isso fez com que ele buscasse se fortalecer e se dedicar às artes marciais. Quero ver algum ex-colega falar algo hoje.

2) Na Força aérea, descobriu as artes marciais: depois que se alistou como Air Policeman (polícia aérea), Norris foi mandado para uma base na Coréia do Sul e lá teve contato com tangsudo, arte marcial tradicional do país.

Ou seja, você pode ficar preso no seu mundo ou pode descobrir coisas interessantes onde você está. E depois usá-las para amedrontar os outros.

3) Ele só tinha um objetivo, a faixa preta: desde sua experiência na Coréia, Chuck colocou na cabeça que deveria se especializar em qualquer arte marcial que lhe interessasse e ir até o fim com a prática.

É por isso que hoje ele é faixa preta de décimo grau em tangsudo, oitavo grau em Tae Kwon Do e em Jiu jitsu brasileiro. Pense bem, qual objetivo que você levou até o fim?

4) Apesar de saber lutar, ele não vê sentido em brigas: é fato corrente que em uma ocasião, Chuck Norris estava em um bar e um cliente entrou colocou a mão em seu ombro e disse "você está no meu lugar, saia já".

Norris obedeceu e quando o cliente sentou e viu quem era disse "você poderia ter arrebentado minha cara" e o artista simplesmente replicou: "e qual seria o sentido nisso?".

São amigos até hoje. É melhor ter uma fama que o proceda e não precisar prová-la para ninguém.

5) Ele eliminou derrotas de sua vida: em suas duas primeiras aparições em campeonatos de karatê, Norris foi derrotado. Ele não desistiu e passou a se dedicar mais ao esporte.

No começo de 1968, ele sofreu sua décima e última derrota em um torneio. Em novembro do mesmo ano, "vingou-se" do último homem que o fez beijar a lona, tornando-se campeão profissional peso-médio de karatê, título que manteve por seis anos consecutivos.

Em 1969 levou a tripla coroa de karatê por mais vitória em lutas e foi o "lutador do ano" da revista Black Belt. Em 1975 levou a taça de "instrutor do ano" e em 1977, "homem do ano".

6) Ele fez amigos em posições importantes: além de hoje manter uma sólida amizade com George Bush e Clint Eastwood, ao se tornar professor de karatê no início de sua carreira acabou dando aulas para o mestre do cool, Steve MacQueen.

E com isso, acabou convidado para fazer pontas em filmes. Além disso, por mais que seja um republicano ferrenho, contra direito dos gays e ensino de teoria da evolução na escolas, é muito próximo de Whoopi Goldberg, conhecida por ser liberal e democrata.

Ou seja, você até pode andar com pessoas que pensam como você, mas se permita aprender com opiniões dissonantes.

7) Assim como nas lutas, ele treinou para falar: quando começou a ser mais e mais chamado para filmes, Chuck viu que não podia deixar essa ótima oportunidade passar.

E nessas horas se deparou com duas grandes dificuldades: além de atuar, ele não sabia falar direito. Isso o levou a ter aulas com Jonathan Harris, o Dr. Smith de Perdidos no Espaço, que enfiava dois dedos na boca do lutador para forçá-lo a pronunciar as palavras de maneira mais clara.

Anos depois, o veterano ator disse que Norris foi seu melhor aluno.

8) Ele colocou sua ideologia de vida nos personagens: Norris fez a fama como o justiceiro quieto e solitário que só usa a força em último caso.

O detalhe é que mesmo na vida real, ele age desta maneira. Mesmo os filmes da série Braddock exprimiam sua visão política e também sua crença de que os soldados morrem por uma causa nobre, uma vez que seu irmão teve esse fim na Guerra do Vietnã. Se você acredita em algo, propague.

9) Ele colocou sua ideologia à serviço dos outros: Chuck já disse que gostaria de ser lembrado no futuro mais pelos seus atos de caridade do que pela luta em si.

E ele não brinca em serviço. É porta-voz da United Way (ONG com trabalhos voltados para a juventude e comunidades carentes), porta-voz da Associação dos Veteranos de Guerra, já ganhou o Prêmio Judaico de humanitário do ano, atuou por 20 anos na Make a Wish Foundation (entidade que atende crianças com doenças terminais), e desde 1990 administra a Kickstart, uma organização que leva os princípios da filosofia das artes marciais às escolas no sentido de afastar crianças e adolescentes das drogas. Se você acredita em algo, use isso em prol de quem precisa.

10) Ele sabe rir de si mesmo: em 2005 surgiu o Chuck Norris facts, anedotas em cima do estilo machão de Chuck Norris e logo se tornou febre pela web.

Norris afirmou que gostou muito do que leu e riu de algumas frases, mas escreveu aos criadores do site, contestando algumas baseadas em sua filosofia de vida.

Por exemplo, quando o site diz que ele é "mais rápido que uma bala, mais poderoso que uma locomotiva, capaz de dar saltos que ultrapassam edifícios e isso é só o aquecimento dele antes dos exercícios", o ator disse que não é o Superman e que um dia acreditou que poderia ser, e isso o afastou das pessoas e de Deus.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Eu sou apenas um rapaz, latino-americano, bla, bla, bla...

Em 31 de Outubro último, a jornalista Monalisa Perrone apresentava link ao vivo, sobre o primeiro dia de tratamento contra o câncer do ex-presidente Lula. Tudo levava à crer que tratava-se de uma reportagem comum, num dia comum. E seria, não fosse a agressão estúpida, inconseqüente e, pasmem, "justa" na opinião do agressor, identificado como Thiago de Carvalho Cunha.


O portal iG tratou de entrevistar o cidadão, e o que se vê é o perfeito protótipo do esquerdista revolucionário de apartamento, que, por sinal, infesta as universidades brasileiras, em especial as públicas.

Embora seja militante de um movimento bizonho intitulado "Acampa Sampa", o cidadão afirma que "Na verdade, foi uma ação independente e individual. Um amigo meu, que tem um canal no Youtube, me avisou que a Globo estaria lá. Escolhi a Globo de propósito porque tinha a Rede TV!, o SBT e a Record. Escolhi a Globo porque teria mais visibilidade. A Globo nasceu na época da ditadura e manipula as pessoas. Quero provar para as pessoas que todo mundo tem voz”. Nenhum discurso de proto-revolucionários poderia esquecer de citar, obviamente, a Rede Globo. É o típico discurso, mas à seguir veio o que é, realmente, estarrecedor. Ele afirma ter tido apenas a intenção de divulgar seu filme, "Merda no ventilador". “Só queria divulgar o filme, não queria falar nada demais”, disse ele. Veja bem, em nome de divulgar um filme, que imagino seja uma bela porcaria, ele agrediu covardemente uma jornalista. Veja à que nível chegou o intelecto desde cidadão. Claro, a ideologia que ele defende sempre teve um caráter maquiavélico, no sentido de "os fins justificam os meios". É claro que ele acha que seus "fins" são justificáveis, por mais escrotos que possam ser. Afinal de contas, a Monalisa Perrone é apenas uma assecla da emissora da Ditadura Militar e dos interesses americanos.

Segundo o iG, o elemento é "Responsável pelo Comitê de Arte e Cultura do Movimento Acampa Sampa, Thiago, que largou a faculdade de Psicologia no primeiro ano, informou que o movimento é pacífico e politizado. 'Sou muito politizado, tenho 23 anos e, no momento, sou sustentado pela minha mãe'." Vejam bem, SUSTENTADO PELA MÃE. Não me admira que seja um proto-revolucionário, faltou uma sumanta de laço na criança, e agora a mamãezinha sustenta os delírios guevaristas desse barbudo de 23 anos. E a lógica guerrilheira prossegue, ao afirmar que ele se sentiu agredido. "O militante contou que os seguranças fizeram um cordão de isolamento e começaram a agredir os rapazes. Quando eles conseguiram se livrar, apareceram em frente à TV. “Se a Globo quiser me processar, temos uma equipe de 40 advogados apoiando o movimento”, afirmou Thiago. Apesar de citar os advogados do movimento para sua defesa pessoal, ele ressalta mais uma vez que sua atitude foi em causa própria."

Também afirma não estar arrependido. “Eu não tenho medo, eu não quero dinheiro. Eu quero mesmo que ela faça o boletim de ocorrência e que venha a Polícia Federal agora me pegar”.

Se é esse o futuro da nação, escrevi este post muito tarde. Deveria ter feito isso num dia mais simbólico, como o dia dos finados. Que este imbecil ganhe o que quer, ser abordado pela polícia e mandado em cana por darum joelhaço, por trás, numa mulher indefeza e fazer seu trabalho.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A casa de um homem é o seu castelo.

Era cercado de inúmeros significados, o jogo entre Grêmio e Flamengo, neste domingo, dia 30 de Novembro. Primeiro, os jogos entre Grêmio e Flamengo, pelo Brasileirão, estavam rigorosamente empatados. 16 vitórias para cada lado e 17 empates. Segundo, para continuar sonhando com o título, o Flamengo precisaria fazer o que desde 1994 não faz: vencer dentro do Olímpico. E assim foram somente duas partidas, esta em 1994 e antes disso em 1982, de significativa importância, pois marcou o título do Camp. Brasileiro de 1982 para o time rubro-negro, gol de Nunes.

Tudo isto é muito bonito e tal, mas na realidade, supérfluo e inútil. Importante mesmo era o reencontro com Ronaldo de Assis Moreira DENTRO do Olímpico. Inspirado pela revolta dos que, cornamente, pediram seu retorno,e ostentaram medíocres faixas de protesto (como se alguém não soubesse do seu caráter no então fim de 2010), o Olímpico pulsou num mar de vaias, cantos de protesto, palavras de ordem.

Foi neste clima que um time desorganizado sufocou-se nas próprias limitações, à começar por uma milaculosa defesa de Victor, com a ponta dos dedos, desviando a bola que encontraria as redes para o travessão. Com 20 minutos de jogo, o Grêmio tomava 2x0, e jogando pouco, muito pouco. Marcação frouxa, lentidão na transição para o ataque, e poucos chutes. O Grêmio estava morto, atirado num canto como se um pedaço de couro fosse.

Mesmo jogando pouco, o fio de esperança veio aos 40 minutos, com gol de André Lima. Sim, voltaríamos do intervalo perdendo somente por um gol de diferença. Sairíamos para o intervalo no lucro.

Findada a primeira etapa, o Grêmio tivera apenas dois bons momentos. O gol, e a chegada de Saimon em Ronaldo. Confira:


Começa o segundo tempo, e volta em campo outro time. Não era o Grêmio. Poderia até ser o Unidos de Itaperupava Futebol Clube, mas certamente não era o Grêmio. Onde estaria aquele time apático, dócil e inofensivo do primeiro tempo? Ficaria no vestiário, junto com a saída de Saimon, elétrico e amarelado. Voltaria à ser mais Grêmio com a entrada - para o desgosto da miguxada de plantão - de Adílson Warken. O esquema se mantinha com Gilberto Silva recuando para a zaga. Aquele time que cedia espaços já não existia mais. Agora, restava um time agressivo e compacto. Sim, ainda havia esperança.

Estaria ela concretizada num lance de Ronaldinho Gaúcho. Sim, dele, mas não foi ele. Foi André Lima, para novo desespero dos miguxos, que aplicou uma janelinha em Renato Abreu e bateu forte e no canto, de fora da área. Gol de placa, e na opinião deste blogueiro, o mais bonito da rodada. Explodiu a torcida, que nesta altura do jogo nem lembrava mais de Ronaldo, só queria festejar uma vitória.

Mas o ponto alto da partida foi reservado para os 35 minutos do segundo tempo, como se houvesse sido escrito por algum renomado romancista. Quando o Mocinho aproveita uma furada do Bandido, lança-se com ardor à batalha, e alheio à qualquer outra coisa, vence o duelo. Foi ainda mais emocionante, por tudo que cercava o lance. Thiago Neves, atropelado na meia ofensiva do Flamengo, perdeu a bola que sobrou, em vantagem, para Ronaldo, ficando caido ao chão. Ronaldo, contra três defensores, perde a bola, para a posse de Mário Fernandes, que liga o contra-ataque. Sob protestos de Ronaldo, pedindo Fair Play, Mário lança Douglas, que na beira da grande área corta o zagueiro e bate à gol. Era a virada, e no melhor estilo "copero y peleador": ignorando o Fair Play contra os Bandidos.

Antes disto, Escudero perdeu lance claro de gol em duas oportunidades, e seria substituído por Miralles, para o gozo coletivo dos adoradores de argentinos da Geral. Ponto positivo foi novo golaço, do argentino, em bola cortada para o meio, e batida com categoria no ângulo.

À partir daí, não havia mais jogo. Só euforia, alegria, alma lavada. Talvez não dos que, como eu, foram contra o retorno de Ronaldo desde o primeiro momento. Mas da grande massa, sempre da grande massa. Mas, também, de nós que fomos contra a volta dele. Porque, afinal de contas, futebol é paixão. O craque, que entrara em campo com um maiúsculo sorriso e uma tranqüilidade ímpar, sairia com aquele desdém típico de quem acusa o golpe: "Para quem é acostumado com a torcida do Flamengo, isso não é nem barulho", falaria, e depois ainda sacramentou: "Eles estavam mortos".

Veja os Melhores Momentos: